Video 5 Apr

No, I don’t believe you
When you say “Don’t come around here no more”
I won’t remind you
You said we wouldn’t be apart
No, I don’t believe you
When you say you don’t need me anymore,
So don’t pretend to not love me at all

Video 30 Mar

Essa música me leva a um estado de melancolia em que eu, de uma forma ou outra, gosto de estar. Mostra um homem desesperado em uma relação desgastada que simultaneamente o consome e lhe dá prazer. Ele sente que aquilo um dia vivido não está mais ali, mas se apega às memórias. Se apega com tal força que pede para ouvir mentiras, ilusões, qualquer coisa que sustente o relacionamento e adie o fim.

Mais que entender, a pessoa deve sentir essa angústia. Sentir que nem sempre é fácil encarar o passado como uma memória e enfrentar o presente. Talvez, racionalmente, não valha a pena continuar em um relacionamento apoiado apenas em lembranças boas, mas muitas vezes os resquícios são suficientemente fortes para incitar a vontade de continuar juntos. A frase que mais me chama a atenção é justamente a que ele admite que está tudo errado, mas tenta prolongar ao máximo sua história como um casal:

I don’t mind if you wait before you tear me apart, just look me in the eyes… and lie

PS: nunca neguei que sou fã de David Cook, o nome do tumblr está aí para provar isso. A versão do álbum é a que eu sempre escuto e a que melhor transmite a mensagem. Pode ser ouvida aqui: http://www.youtube.com/watch?v=jLiMyt7ZlMY

Video 22 Mar

Sam Tsui covers Britney Spears’s “Hold It Against Me”

How to turn “annoying” into “amazing”

Text 22 Mar a skyscrapper’s life

      

Um dia você olhará para o céu e pensará se a sua existência realmente valeu a pena.

Um dia você olhará para o céu e se perguntará se algo que você fez ainda será relembrado quando tudo não passar de cinzas.

E, nesse céu, você avistará nuvens. Alvas nuvens em constante movimento, fluindo como que marionetes controladas por algum ente superior.

Se você continuar a observá-las, no entanto, verá que, cedo ou tarde, as nuvens irão se dissipar no azul celeste, irreparavelmente. Como legado, apenas a recordação daquilo que um dia foi e nunca mais voltará a ser.

Viva a vida enquanto há tempo.

Text 20 Mar changes have come

              

Faz quatro meses que eu não apareço por aqui e não me perguntem o porquê disso, nem eu sei. Em novembro do ano passado, meu último post no tumblr fazia uma retrospectiva de 2010 e mostrava expectativas para 2011. Fazendo, então, a atualização:

  • Sensação de dever cumprido”: Fui aprovado em Direito na UFPE no turno e na entrada que eu queria. A sensação na hora é indescritível e acho que vai ser ainda melhor quando eu estiver “colhendo os louros”. Já me matriculei e agora é só esperar este novo mundo que me aguarda no dia 08/08. PS: No dia da minha aprovação, eu viajei para Muro Alto, depois de um ano sem ir à praia, só para pegar um final de semana inteiro de chuva. Está aí o yang desse yin.
  •  ”A liberdade de um carro”: Ainda tenho dezessete anos, então ainda é futuro. Mas, já que veio a aprovação, vem o carro também. A grande mudança é que agora minha mãe se acha no direito de fazer com a minha vida o que eu sempre fui capaz de fazer sozinho: traçar prioridades. Então, parafraseando a ilustre: “Primeiro sua viagem. Depois o carro. Depois o apartamento”. Ou seja, em agosto eu começo todo o processo para tirar a carteira de motorista e só depois disso é que vem o carro. Mas tenho consciência de que não posso reclamar.
  •  ”A aventura de uma viagem”: Já está tudo pronto para minha viagem a Toronto em 22/05. Sim, é o dia do meu aniversário de dezoito anos; Para eu conseguir me alojar em uma residência estudantil eu tinha de ser maior de idade, por isso a data. Serão onze semanas que, espero, se tornarão uma recompensa inesquecível (clichê). Com direito a Cirque du Soleil em Montreal e show de Katy Perry. Ainda a decidir: festa de dezoito anos no Recife; Show de U2 em Toronto; Companhia para a viagem de Montreal.
  •  ”A experiência de morar só”: Minha mudança da Tamarineira para o Rosarinho já está quase toda resolvida. Em maio o predio será entregue e provavelmente em janeiro do próximo ano eu já esteja me mudando. Será uma coisa nova na minha vida, mas eu nunca teria essa ideia se soubesse que não consigo viver só. A experiência talvez me prove o contrário, mas adianto logo que não sou o tipo de pessoa que toma uma decisão dessas e depois resolve voltar à estaca zero.

Enfim, eram essas todas as minhas expectativas e todas elas foram atingidas. Já o lado social está complicado: faz semanas que não saio com meus amigos (sim, fiquei em casa no Carnaval com conjuntivite) e agora estou obrigado a ficar dentro de casa me recuperando de uma otoplastia (leia-se “cirurgia de orelha de abano”) até o fim do mês. Mas essa operação era algo que eu queria fazer há anos e, mesmo com o tédio, a dor e a impaciência, não me arrependo.

Concluindo: o primeiro semestre de 2011 foi destinado a programar o segundo semestre e os anos seguintes. Agora é só continuar esperando algumas datas nos próximos meses e ficar totalmente recuperado para poder sair de casa. Até lá, os livros, a televisão e minha família são minha companhia. Alguém quer passar aqui em casa? 

Just kidding. Well, maybe.

Text 30 Nov A Change Is Gonna Come

     

Quem não convive bem com mudanças não convive bem com a vida.

Depois de um ano de muito empenho, eu quero chegar à reta final, no dia 06/12/2010, com a sensação de dever cumprido. Quero esquecer, pelo menos por dois meses, páginas, parágrafos, resumos, anotações. Quero ser feliz.

Pode até ser que eu não tenha conseguido o que eu queria em 2010. As coisas vão acontecendo e, quando eu parei para pensar, o tempo delas já havia passado. Mas não adianta ficar rememorando os erros ou tudo o que poderia ter sido diferente. Preciso olhar para o futuro com bons olhos, olhos de esperança e progresso. Olhos de uma criança que viu, viveu e amadureceu com cada êxito, mas, acima de tudo, com cada decepção. Em 2010, essas decepções foram algumas, mas o aprendizado foi equivalente. É essa experiência que eu quero levar comigo em 2011.

Algumas decepções foram causadas por mim mesmo, atitudes que eu tomei que levaram de uma forma ou outra a coisas que eu preferia que não tivessem acontecido. Mas posso dizer que, nas minhas tentativas, muitas delas resultaram em algo bom. A começar pelas pessoas novas que eu tive a chance de conhecer esse ano e me tiraram de uma situação que só me fazia mal. Elas me ajudaram a me entender, a me valorizar como ser humano e não ficar tentando em vão conseguir a afeição de gente que nunca iria retribuir. Elas me ajudaram a me situar no mundo, a saber que aquele círculo que, achava eu, era o único lugar capaz de me aceitar, na verdade me consumia a cada dia. Muito obrigado a cada um de vocês.

2010 também foi o ano das idealizações. Eu me apaixonei por idealizações, quando a realidade era outra tão diferente. Às vezes essas situações imaginadas por mim tomaram a forma de uma pessoa ou outra, de uma situação ou outra, de um lugar ou outro. Se houve frustrações, claro que houve. Mas eu sei que essas minhas ideias, que só eu conheço tão bem, não são utopias. E isso me move para frente, porque em um algum momento eu posso achar a pessoa, a situação e o lugar certos. E é isso que me faz viver e querer mudanças.

O futuro é incerto, sei que ainda tenho muito o que aprender, muito a me decepcionar e, porque não, muito a viver. 2011 talvez traga todas essas novas experiências: a liberdade de um carro; a aventura de uma viagem; a experiência de morar só. Mas, acima de tudo, eu quero que 2011 me proporcione a vontade de viver. Porque, como já diria aquele clichê, o que eu mais quero é viver e não ter a vergonha de ser feliz.

Feliz 2011! E sim, ainda estamos em novembro, só para lembrar.

Video 1 Nov

And you can see my heart beating,
You can see it through my chest.
Said I’m terrified, but I’m not leaving,
I know that I must pass this test
So just pull the trigger.

Quote 11 Oct
Estes poemas são meus. É minha terra
e é ainda mais do que ela. É qualquer homem
ao meio-dia em qualquer praça. É a lanterna
em qualquer estalagem, se ainda as há.
– Há mortos? há mercados? há doenças?
É tudo meu. Ser explosivo, sem fronteiras,
por que falsa mesquinhez me rasgaria?
Que se depositem os beijos na face branca, nas principiantes rugas.
O beijo ainda é um sinal, perdido embora,
da ausência de comércio,
boiando em tempos sujos.
— Carlos Drummond de Andrade, “Consideração do Poema”
Text 10 Oct Feel the melody

     

Título: O Último Compasso
Tamanho: 675 palavras
Descrição: Sabia que mais cedo ou mais tarde se cansariam, sentariam-se arfando e talvez até dormiriam no chão empoeirado. Mas, naquele momento, nada mais importava.

(Clique em “Read more” para ler o conto integralmente. duh.)

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Video 3 Oct

Se você tivesse uma chance, uma única oportunidade, de cantar uma música em frente a uma multidão e com ela tentar mudar o mundo, tentar fazer as pessoas mais felizes ou pelo menos fazê-las refletir sobre a vida, sobre a arte que é viver, sobre a experiência única de acordar e se sentir vivo, qual música você escolheria?

Essa é minha escolha.


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