Text 30 Nov A Change Is Gonna Come

     

Quem não convive bem com mudanças não convive bem com a vida.

Depois de um ano de muito empenho, eu quero chegar à reta final, no dia 06/12/2010, com a sensação de dever cumprido. Quero esquecer, pelo menos por dois meses, páginas, parágrafos, resumos, anotações. Quero ser feliz.

Pode até ser que eu não tenha conseguido o que eu queria em 2010. As coisas vão acontecendo e, quando eu parei para pensar, o tempo delas já havia passado. Mas não adianta ficar rememorando os erros ou tudo o que poderia ter sido diferente. Preciso olhar para o futuro com bons olhos, olhos de esperança e progresso. Olhos de uma criança que viu, viveu e amadureceu com cada êxito, mas, acima de tudo, com cada decepção. Em 2010, essas decepções foram algumas, mas o aprendizado foi equivalente. É essa experiência que eu quero levar comigo em 2011.

Algumas decepções foram causadas por mim mesmo, atitudes que eu tomei que levaram de uma forma ou outra a coisas que eu preferia que não tivessem acontecido. Mas posso dizer que, nas minhas tentativas, muitas delas resultaram em algo bom. A começar pelas pessoas novas que eu tive a chance de conhecer esse ano e me tiraram de uma situação que só me fazia mal. Elas me ajudaram a me entender, a me valorizar como ser humano e não ficar tentando em vão conseguir a afeição de gente que nunca iria retribuir. Elas me ajudaram a me situar no mundo, a saber que aquele círculo que, achava eu, era o único lugar capaz de me aceitar, na verdade me consumia a cada dia. Muito obrigado a cada um de vocês.

2010 também foi o ano das idealizações. Eu me apaixonei por idealizações, quando a realidade era outra tão diferente. Às vezes essas situações imaginadas por mim tomaram a forma de uma pessoa ou outra, de uma situação ou outra, de um lugar ou outro. Se houve frustrações, claro que houve. Mas eu sei que essas minhas ideias, que só eu conheço tão bem, não são utopias. E isso me move para frente, porque em um algum momento eu posso achar a pessoa, a situação e o lugar certos. E é isso que me faz viver e querer mudanças.

O futuro é incerto, sei que ainda tenho muito o que aprender, muito a me decepcionar e, porque não, muito a viver. 2011 talvez traga todas essas novas experiências: a liberdade de um carro; a aventura de uma viagem; a experiência de morar só. Mas, acima de tudo, eu quero que 2011 me proporcione a vontade de viver. Porque, como já diria aquele clichê, o que eu mais quero é viver e não ter a vergonha de ser feliz.

Feliz 2011! E sim, ainda estamos em novembro, só para lembrar.


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